quarta-feira, 24 de julho de 2013

  
 

O PAPA SOBRE ESTA PEDRA? 

Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: ...tu és Pedro [petros] e sobre esta pedra [petra] edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. – Mateus 16.16-18
Apascenta os meus cordeiros... Pastoreia as minhas ovelhas... Apascenta as minhas ovelhas”. – João 21.15-17
Após a confissão de fé de Pedro, ele [Cristo] determinou que sobre ele construiria a sua Igreja; a ele prometeu as chaves do reino dos céus... – Vaticano II [1]
               Um papa infalível como sucessor de Pedro, que tem as chaves do reino do céu, sendo o vigário de Cristo? Antes foi a declaração arrogante de que a pompa e os poderes foram herdados de Constantino. 
               
             Hoje afirma-se que a declaração de Cristo a Pedro fez dele o primeiro papa, a pedra sobre a qual “a única Igreja verdadeira” foi construída, e todos os que o seguiram nesse ofício têm sido seus sucessores, não importa a violência e as fraudes que usaram para consegui-lo, nem suas atitudes malignas
           
            A autoridade que o papa possui hoje e a religião católica que ele lidera estão ancoradas sobre essa afirmação.

 Quem é a Pedra?

        A verdade sobre o assunto não depende da questionada interpretação de alguns versículos, mas sim da totalidade das Escrituras. O próprio Deus é claramente descrito como a “pedra” ou “rocha” infalível de nossa salvação através de todo o Antigo Testamento. (Deuteronômio 32.3,4; Salmo 62.1,2, etc.). 
       
       Na verdade a Bíblia declara que Deus é a única pedra: “Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus?” (Salmo 18.31).

       O Novo Testamento torna igualmente claro que Jesus Cristo é a pedra sobre a qual a Igreja é construída, e que Ele, sendo Deus e um com o Pai, é, portanto, a Pedra. 
      
      Cristo e Seus ensinamentos (Mateus 7.24-29) são rocha onde o “homem prudente edifica a sua casa”, e não Pedro.
   
       O próprio apóstolo Pedro frisa que Cristo é a “pedra angular” sobre a qual a Igreja é construída (1 Pedro 2.6-8). E ele cita uma passagem do Antigo Testamento para enfatizar isso.

       Paulo, do mesmo modo, chama Cristo “a pedra angular” da Igreja e declara que a Igreja também é edificada “sobre o fundamento dos [todos] apóstolos e profetas (Efésios 2.20)

      Esta declaração nega claramente que Pedro tenha uma posição especial no fundamento da Igreja.

quarta-feira, 17 de julho de 2013


O  SIGNIFICADO DE GLÓRIA


                     Costumo definir sinteticamente SHEKINAH como: "a glória de Deus manifesta"!
O vocábulo "shekinah" não aparece na Bíblia, é uma transliteração da raiz hebraica "shkn" = habitar. Este termo "shkn" é muito usado pelos TARGUMITAS e RABIS e adotado pelos cristãos. Refere-se à glória visível de Deus habitando no meio do seu povo
              
                Usa-se este vocábulo para designar a presença radiante de Deus, como vista na coluna de fogo, no Monte Sinai, no Propiciatório entre os querubins, no Tabernáculo, no Templo, etc. Embora a palavra "shekinah" não apareça na Bíblia, há alusões à glória de Deus ("shekinah") em diversas passagens.

            A Shekinah apareceu pela primeira vez quando Deus conduziu Israel para fora do Egito e o protegeu por meio de "uma coluna de nuvem e de fogo" (13.21; 14.19). A nuvem vindicou Moisés contra os "murmuradores" (16.10; Nm 16.42) e cobriu o Sinai (Ex 24.16) enquanto ele se comunicava ali com Deus (v.18; cf. 33.9). Deus "habitava ( sakan, 25.8) no meio de Israel no tabernáculo (miskan, "lugar de habitação", v.9; cf. 1 Rs 8.13), que tipificava a Sua morada no céu (1 Rs 8.30; Hb 9.24). A nuvem encheu o tabernáculo (Êx 40.34-35; cf. Rm 9.4); e o uso pós-bíblico, portanto, designou essa manifestação permanente e visível como "shekinah", "habitação" [da presença de Deus]".

               Pouco depois, em duas ocasiões, "saiu fogo (consumidor) de diante do SENHOR" (Lv9.23; 10.2). Especificamente, Deus apareceu "na nuvem sobre o propiciatório que está sobre a arca" (Lv 16.2; Ex 25.22; cf. Hb 9.5).

          A Shekinah conduziu Israel através do deserto (Ex 40.36-38); e, embora a perda da arca importasse em "Icabode [nenhuma glória]" (1 Sm 4.21), a nuvem voltou a encher o Templo de Salomão ( 1 Rs 8.11; cf. 2 Cr 7.1). Ezequiel visualizou sua partida por causa do pecado (Ez 10.18) antes da destruição desse templo, e o judaísmo confessava a ausência dela do segundo templo. 

           A Shekinah reapareceu com Cristo (Mt 17.5; Lc 2.9), o Deus verdadeiro localizado (Jo 1.14; skene, "tabernáculo"; cf. Ap 21.3, = sekîna?), a glória do último templo (Ag 2.9; Zc 2.5). Cristo subiu na nuvem da glória (At. 1.9) e, um dia, voltará dessa maneira (Mc 14.62; Ap. 14.14; cf. Is 24.3; 60.1)." - J. B. Payne - Encliclopédia Histórico - Teológica da Igreja Cristã - Editor Walter A. Elwell - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova.

2) SHEKINAH. Esplendor, glória ou presença de Deus habitando no meio do seu povo e o equivalente judaico mais próximo do Espírito Santo. O termo é posterior à Bíblia, mas o conceito está no ensinamento de que Deus habita no meio do seu povo (Êx 29.45s.).

      A glória de Deus é vista em fenômenos como relâmpagos e nuvens no monte Sinai (Êx 19.16) e a nuvem brilhante que descia sobre a tenda da congregação e guiou Israel pelo deserto (Êx 40.34ss.) .A glória divina também está presente de modo especial no templo e na cidade celestiais (Ap 15.8; 21.23). Foi vista na transfiguração de Jesus (Lc 9.32) e será vista quando Jesus voltar à terra (Mc 8.38). - Transcrito do Dicionário Bíblico Vida nova - Derek Williams, ed.

domingo, 23 de junho de 2013

Um milagre! Israel 65 anos.

 

                   No dia 14 de maio, deste ano de 2013 ou 7573, Israel comemorou seus 65 anos de independência. Israel é um milagre do passado, do presente e creio que será no futuro também. 
 
         Começando com a peregrinação de Abraão estabelecendo-se na terra de Canaã, depois por seu filho Isaque e mais tarde o neto Jacó de quem procedeu às doze tribos, o povo de Israel não parou um dia sequer de ser perseguido, exilado, maltratado, escarnecido, rejeitado, saqueado e aniquilado. 
 
              Já foram escravos no Egito por 430 anos, quase exterminados pelos Cananeus, Filisteus, Amalequitas e outros que os perseguiram durante 40 anos de travessia pelo deserto rumo à Terra de Canaã. 
 
               Foram exilados na Babilônia e quase exterminados na Pérsia. Saqueados, roubados e mortos pelos Cruzados. Processados, julgados e queimados nas fogueiras da Inquisição da idade média. Sacrificados aos milhões como holocaustos de humanos nos fornos crematórios do nazismo e nos últimos 65 anos, se estabelecendo com muita luta, dor e sofrimento ao redor de 100 milhões de árabes das nações vizinhas, muitos dos quais querem simplesmente risca-lo do mapa do Oriente Médio.
 

              Por causa da Torá (lei) e dos outros livros da Bíblia, até mesmo pelos livros que compõem o chamado Novo Testamento, os judeus não pararam de ser perseguidos e rejeitados pelos povos. Acusados de “assassinos” de Cristo ainda sofrem as agruras do preconceito e do anti-semitismo.


            Israel é por milagre a única nação do mundo falando a mesma língua por mais de 3 mil anos. Israel é a mesma nação que os profetas de Deus predisseram que seriam espalhados pelas nações da terra, mas que na proximidade do tempo messiânico, antecedendo sua vinda e seu reino, seriam ajuntados na mesma terra de seus ancestrais. “Israel será salvo” foi reafirmado no Novo Testamento pelo apóstolo Paulo ( Rm 11:26), endossando o que os antigos profetas falaram.


           Conhecer a história de Israel e também conhecer a soberania de Deus. Por que Israel? 

             É a pergunta que muitos fazem. Deus ama todos os povos, dizem as Escrituras. Então, por que Israel? 

            A resposta se encontra na própria Bíblia, por causa do amor de Deus. Israel não fez nada para merecer esta escolha, mas simplesmente, recaiu sobre eles a grande responsabilidade de ser luzes para as nações, sendo os oráculos do próprio Deus, guardando a descendência de 42 gerações desde Abraão até que chegasse ao mundo o Redentor, o Salvador Jesus, o Mashiach, o Messias. Este marcou época, tempo e a história com Sua gloriosa e poderosa mensagem.


        A história ainda não acabou para Israel e para o mundo. Haverá, profeticamente, ainda um tempo ruim tanto para Israel como para as nações e o amor se esfriará sobre a face da terra.
            É o tempo da apostasia. Mas, não ainda não é o fim. Ele, JESUS, venceu a morte e por isso está vivo e tão vivo que em breve estará voltando para os montes de Israel, para a cidade santa de Jerusalém na qual será reconstruido o Templo de Salomão pela terceira vez e de lá, o Messias, Ele estabelecerá o seu glorioso reino entre as nações.

        Haverá, finalmente, paz, amor, alegria, mansidão, bondade entre todos aqueles que com Ele reinarão por mil anos. Por isso, o salmista clama: “ Orai pela Paz de Jerusalém!” . Esta paz virá com certeza e Seu reino também se estabelecerá até que se cumpra o tempo dito por João: …”Eis que cedo venho; bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro…E o Espírito e a noiva ( a Igreja) dizem: Vem. E quem ouve, diga:Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida…”( Apocalipse 22:7 e 17).

Maran Ata ( seja breve sua vinda)!

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Verdadeiro Sentido da Páscoa (Pêssach)

Representação de um Sêder (jantar) de Pêssach dos dias de Yeshuaenda
            Páscoa é a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel e delimita as datas de todas as outras festas na Bíblia. Páscoa (Pêssarr, em hebraico) significa literalmente “passagem” (pois o Senhor “passou” sobre as casas dos filhos de Israel, poupando-os. Ex 12:27). 
        
            É uma FESTA instituída por Deus como um memorial para que os filhos de Israel jamais se esquecessem que foram escravos no Egito, e que o próprio Deus os libertou com mão poderosa, trazendo juízo sobre os deuses do Egito e sobre Faraó. (Ex 12).  

           Páscoa fala de memória, de identidade. O povo de ISRAEL foi liberto do Egito para poder servir a Deus e ser luz para as nações.

          Páscoa é uma FESTA instituída para que jamais ISRAEL se esquecesse quem foi, quem é e o que deve ser. Da mesma forma,  todos os que são discípulos de Cristo são co-herdeiros e co-participantes das promessas e das alianças dadas por Deus a Israel, pois através do Evangelho foram enxertados em ISRAEL e são parte da mesmo corpo (judeus e não-judeus), a Família de Deus (Ef 3:6).  

          Daí, conforme o ensino apostólico em I Co 5:8, os discípulos de Cristo não-judeus podem também celebrar este memorial. 

         O simbolismo da Páscoa é parte da mensagem no Novo Testamento, e toda a obra da Cruz se baseia no evento da Páscoa Judaica. Jesus não apenas é morto em Páscoa, mas ele simboliza o próprio CORDEIRO pascal (I Co 5:8), que TIRA o pecado do mundo (Jo 1:29) e cujo sangue nos liberta, nos resgata da escravidão do pecado e nos SELA como Seus filhos. Nele (Cristo), somos feitos NOVAS CRIATURAS sem o fermento da malícia e da maldade. 

        Como podemos ver, não se pode entender a obra da cruz sem o conhecimento dessa que é a mais simbólica das Festas de Deus. Páscoa fala de nossa LIBERTAÇÃO para servirmos a Deus.

DEP. DE COREOGRAFIA

DP. - ADOL. - RENASCER EM CRISTO NO SEU 14º ANIVERSÁRIO

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